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quinta-feira, 17 de abril de 2014

OFICINAS PARA OS EDITAIS DA DIRETORIA DO LIVRO, LEITURA, LITERATURA E BIBLIOTECAS




As equipes da Representação Regional de São Paulo do Ministério da Cultura e da Fundação Cultural Palmares estarão em algumas regiões para apresentar os Editais da Diretoria do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas. Além destes encontros, os candidatos podem solicitar apoio presencialmente, por telefone ou email.

Os Editais foram lançados em março pela Ministra da Cultura, Marta Suplicy, e foram formulados de forma integrada entre a Secretaria do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), a Diretoria de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas – DLLLB e em diálogo com a sociedade civil.

O montante investido será de R$6,6 milhões divididos em quatro ações:

- Prêmio Boas Práticas e Inovação em Bibliotecas Públicas (R$ 1.700.000,00);
- Bolsas de Fomento à Literatura (R$ 1.900.00,00);
- Prêmio Leitura Para Todos: projetos sociais de Leitura (R$ 1.500.000,00);
- Circuito de Feiras de Livros e Eventos Literários (R$ 1.500.000,00)

As inscrições para os Editais estão abertas até o dia 02/05 e devem ser feitas pelo sistema SalicWeb:

http://sistemas.cultura.gov.br/propostaweb/

Para saber mais sobre cada um dos Editais, clique aqui:
http://snbp.bn.br/lancamento-de-editais-da-diretoria-do-livro-leitura-literatura-e-bibliotecas-dlllb/

CRONOGRAMA DAS PRÓXIMAS OFICINAS:

Capital – Zona Leste
Terça-feira (22/04) - 19hs
Local: EE Jornalista Francisco Mesquita
Rua Venceslau Guimarães, 581 - Jd. Verônia - Ermelino Matarazzo
Parceiro: Edições Um por Todos/Mesquiteiros

Capital- Centro
Quarta-feira (23/04) - 19hs
Alameda Nothmann, 1058 – Santa Cecília – São Paulo
Auditório do MinC

Capital- Zona Oeste
Quinta-feira (24/04),
às 14hs
Rua Catão,611 - Lapa.
Auditório da Biblioteca Mário Schenberg.

Região do Alto Tietê
Sábado (26/04) - 18hs
Local: Teatro Contadores de Mentira
Av. Major Pinheiro Froes, 530 - Parque Maria Helena - Suzano – SP
(Rua da Estação de trem e do Terminal de ônibus)
Parceiro: Associação Literatura no Brasil

▪Para confirmar presença em um dos encontros, favor enviar email para comunicacao.sp@cultura.gov.br, com seu nome, local e data da oficina em que estará presente.

▪Plantão para sanar dúvidas: Alameda Nothmann, 1058 - (11) 2766.4300

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Sarau Elo da Corrente - Ano 7 - 10.04.2014 - Pirituba (Fotos: Heitor Araújo)

"...A você que me deu a mão
Agradeço de coração
A você que me fez sorrir
Eis aqui minha gratidão
A você que me faz feliz
Colorindo meu céu, meu chão
E a você me fez sofrer 
Ofereço esse meu perdão..." 

Leci Brandão - Gratidão































sexta-feira, 11 de abril de 2014

Sábado e Domingo na Primavera dos Livros.


No sábado, dia 12/06, estaremos participando de um encontro junto com o Sarau da Cooperifa, das 14 às 17 horas, no mesmo local.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Que pasa, sarau? (por Michel Yakini)


Entre abril e maio de 2014, alguns saraus dos arrabaldes de SP estarão nas periferias de Buenos Aires e também na Feira de Livros que acontece na capital portenha.

Essa feira homenageia nossa Gotham-Sampa, e por isso a Secretaria de Cultura reconheceu os saraus, escritores, poetas, editoras independentes, slams e coletivos para representar nossa cidade no evento. Nada mais justo, pois se as vozes e os versos estão sacudindo a poesia por aqui, muito se deve a essa ebulição.

Que as palavras voam, não tenho dúvida. Que não há como ignorar a grandeza desse tal sarau, dessa tal literatura periférica/marginal, é fato. Que o caldo que transborda pode ser alimento para outras aldeias, digno. Que a gente vive um momento impar na cultura de quebrada e há de ficar um legado firme, tudo indica.

Mas essa engrenagem gira em várias partes, nénão?

Estamos colhendo um fruto antigo, que vem do hip-hop, só pra citar um irmão mais próximo, e mantemos a chama dessa história de artes, revides e anunciações acesa. A roda não foi inventada, só baila diferente e evita soberbas sem sentido.

Se não surgisse Sarau do Binho, Sarau da Cooperifa, a Revista Caros Amigos/Literatura Marginal, talvez que não fosse tão florido, né? Quiçá tivesse árido, mas já que tá bonito assim, agora a culpa é coletiva.

Com o serviço público a conversa tá mais equilibrada, longe do ideal, mas não dá pra dizer que nada mudou. Não tô falando de prefeito, gestão, secretário, nem o caramba a quatro. Tô falando de gente, que trampa lá há tempos e tem feito um esforço pra pautar nossa voz.

Quem é sabe. Citar nomes causa injustiças, mas posso dizer de quem eu conheço e dois parceiros são fundamentais nesse processo: Rosa Falzoni e Gil Marçal, que independente de gestão ou função, vem abrindo margem pro melhor não é de hoje. Os dois são bola de meia, não cortam fita de inauguração, e nem tiram foto pro jornal do bairro, conhecem a arte de quebrada, e tem o meu respeito.  

Outro inimigo dado é a academia, a tal universidade, que nos fez sinônimo de objeto e fonte de teses empapadas de miserê e chupinhação, mas tem lá suas ressalvas. De novo: não tô falando de prédio, sigla, reitor, nem sobrenome canônico.

 A primeira a defender em tese a literatura de quebrada é a Dra. Érica Peçanha do Nascimento, jovem, negra, moradora do Jaraguá, quebrada nossa da zona norte. Sua peleja escancarou muitas e muitas pesquisas nesse campo e se tornou referência por escrever sobre os seus semelhantes como sujeitos de um estudo renomado. Hoje, Érica é citada em bibliografias de pesquisas, mas também é parceira do movimento e isso merece ser dito.

Assim, o mundo nos conhece. Que o diga o mexicano Alejandro Reyes, autor da obra “Vozes dos Porões – A literatura periférica/marginal do Brasil”, bela prosa e crítica sobre os nossos textos e movimentos e que compõe a tese de doutorado dele, mas que chegou a nossa palma e discussão.

 Há também a brasileira Silvia Lorenso, que está difundindo nossa literatura nos Estados Unidos, em escambo com os poetas de lá. Sei que tem mais gente por lá nessa intenção, só não conheço os nomes ainda. Outras duas pesquisadoras são responsáveis por ecoar nossa poética pelo mundo.

 Ingrid Hapke chegou aqui com seu tipo nórdico, sob olhar de desconfiança, visitou muitos saraus, provou que tem um trabalho sério e voltou com a mala cheia de livros. Ela criou um acervo de literatura de periferia em Hamburgo, na Alemanha, o que gerou frutos: escritores e poetas estiveram por lá, e falaram para estudantes que já haviam lido nossos livros. Quer mais moral que isso?

E agora é a vez de Buenos Aires, convite feito, tudo armado, articulação a mil. Mas pergunto: Que sentido faz Buenos Aires receber os poetas das quebradas de SP? Onde a maioria não tem obra traduzida e nem são conhecidos no próprio país? Se você conhece a portenha Lucía Tennina, talvez isso faça sentido.     
    
   Lucía se interessou por Literatura Brasileira na Universidade de Buenos Aires, e em vez de ficar embolorada no cânone, apostou na vertente que conheceu em uma palestra da pesquisadora Heloisa Buarque. Veio pro Brasil conheceu nossos versados e também voltou com a mala cheia. Articulou a chegada de autores, organizou antologias e por isso nossa voz soa com menos estranhamento por lá.

Vamos a Buenos Aires, escambar ações e práticas, mas também para lançar um livro, traduzido e organizado por Lucía. A obra trás um panorama de autores dos já conhecidos saraus. 

Temos mérito nessa chegada, e fazemos jus a isso, só não podemos ignorar as mãos que plantaram conosco essas sementes. Pois assim como: Rosa, Gil, Érica, Reyes, Silvia e Ingrid, Lucía Tennina merece reconhecimento, e se os saraus vão hablar español logo mais, sem dúvida ela é uma das principais culpadas.

Dito isso:
Hasta pronto, poetas!
Saravá, Buenos Aires!
Vamos!