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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

A saga continua...quer dizer num para

Esse ano promete ser mágico pra nós, não só pela dedicação, responsa e trabalho com a cena literária, mas também por conta do nascimento da nossa filha. Tô ansioso demais para poder ver a carinha dela, brincar, sorrir e voltar a ser criança de novo, pois me tornei um adulto precoce, daqueles que queriam envelhecer rápido (tô conseguindo..rs), andar com os mais velhos, e não querer nunca parecer com a idade da ciranda, hoje tenho mó inveja dos mais jovens.

Meu sonho é correr, dançar, fazer roda, tirar sarro e nem sempre consigo, pra falar a verdade tem vezes que chego a ser estranho, fazer o que. É sempre assim, a gente sempre está descontente com o que tem e como está, essa é uma tendência praguejosa, todo cuidado é pouco.

Agora a missão (antes de comprar muitas e muitas fraldas) é escolher um nome responsa pra nossa pequenina estamos em dúvida com vários, uma coisa é certa o nome será com base na nossa origem africana, pra recontar nossa saga apagada e positivar essa identidade tão desprestigiada entre nossas familias, pelas rebarbas sangrentas e abusivas do passado. Raíssa, Yakine, Ayodelê, Jamila, Aisha...são tantos, vários significados de vida, esperança e força. Vamô vê, eu a a preta já tamô no maior debate, mas na moralzinha, no prazer e na curtição do momento.

Quero deixar um axé a todos os amigos e amigas que deixaram uma mensagem de apoio e carinho, compartilhando esse momento com a gente, desde do dia que anunciamos pela primeira vez em público, no sarau da brasa, sobre a novidade, até as andanças diárias na instigação palavreada e companheira. Tamô junto!!!

O Elo da Corrente, tá firme de mãos dadas, o sarau tá em teia firme, quinta feira o terreiro volta pra firmar no mês de fevereiro. Sabadão tem sarau no Jd. Libano também, vamos chegar com certeza.

Por esses dias estava numa engenhação danada com o praceiro Doug, terminando o livro que vai reunir poemas do Claudio Santista (nosso anfitrião) e do Paulinho Bispo, terminamos hoje, na humildade, mas o livre ficou lindo, ó. Dia 19 é o lançamento, mais uma festa, mais um motivo pra sorrir, vencer a mesmice, a arrogância e a violência que insiste em nos cercar.

Na Fundação CAsa as oficinas estão firmes também, acredito que a função tá contribuindo pro desenvolver e desenterro do conhecimento dos mulekote, é um aprendizado diário e infinito cada aula, cada momento e ação compartilhada com eles. Hoje, lendo um trecho do livro Capitão Mouro (Georges Bordoukan), que relata uma ficção com base em pesquisas históricas da época do quilombo de Palmares, por várias vezes percebemos como a história passa, mas os acontecimentos se repetem. Seja na tortura, na perseguição, no despoder e no senso de justiça aplicado na época, que agora vem com toda maquiagem e com a mesma a prática, é muito loko poder ler e discutir, literatura, história e sociedade junto com eles, mulecada tá ligeira, hein?!

Deixa estar os desavisados ...

Michel


Um comentário:

Taís disse...

Oi gente!!!
Ah, já que vcs estão falando de nomes, também quero tomar a liberdade e opinar..hehehe
Que tal Dandara? Acho lindo!!!
É o nome de uma grande guerreira,não sei se vcs conhecem...rs
Então é isso, quinta nos vemos, tamo junto!
Bjo procês
Taís