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sexta-feira, 22 de maio de 2009

Ultimo sarau do mês (21/05)

Noite de pegar estrelas, essa foi! O ciclo de debates que realizamos no mês de maio encerrou com banho de arruda e cheiro de dendê no ar, as expectativas firmaram mais do que esperávamos das rodas que aconteceram esse mês no bar do Santista.
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Com certeza mais uma aula nos foi presenteada nos cantos e encantos de Elis Regina e Marcio Folha, num balaio de ciência, crença e mandinga, a capoerança plantada pelos nossos irmãos foi um convite pra todos afagar a consciência, o aprendizado e semear amor e resistência. É de ficar na cuca de quem esteve ou ouviu a celebração do nosso terreiro.
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Entre tantas oferendas de sabedoria que brotaram em nossos olhos, a que mais me marcou foi o momento em que Marcio Folha afirmou: "Depois que Palmares foi destruída, Zumbi não foi capturado. Capturaram um quilombola que foi morto e exposto em praça pública para justificar a morte de Zumbi, pois ele não entregou, seu líder, o rei de Palmares. Essa história de traição é a versão dos brancos. Zumbi não morreu na mão de Jorge Velho, Zumbi faleceu de velhice. Isso não é mentira, não tô inventando, quem me contou essa história foi um ancião."
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O axé também teve cinema, pois foi exibido um trecho do documentário sobre o mestre Pastinha, mestre maior da capoeira Angola e também um trecho do filme "O Pagador de Promessas", em que um grupo de capoeiras participa do momento final do filme.
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E assim foi...
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Nós só temos que festejar e matutar sobre tudo que aconteceu nesse mês de maio, em que por várias vezes o bar do Santista parecia mais uma sala de aula, em que os professores eram nossos próprios amigos e parceiros. Em que a linguagem era a das ruas, o exercício era a oralidade e a ciência era nosso olhar sobre a noite.
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No versado da irmã Elis Regina e na resposta do coro a mensagem que fica e vôa pelos mocambos:
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"...Um imaginário com idade
E nossas linhagens realeza?
Meu sobrenome de verdade?
Quero sentir minha ascendência
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Ilê Axé é liberdade
E não é caneta de princesa!
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Não só a dor na costa que arde
Na servidão com ligeireza
É no corpo a espiritualidade
Minha negritude com beleza
No axé da ancestralidade iê
Maculelê iê capuera
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Nossas roda viva é liberdade
E não é caneta de princesa..."
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("Berimbalando as capoeranças" por Elis Regina)
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Fotos de quinta
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Camelo

Eduardo

Taís

Ana Paula Risos

Michel

Heitor B.Boy

Alice Rodrigues

Vagner no pandeiro, pra somar cus guerreiro

Graciliano

Zé Correia

Marciano

Soninha M.A.Z.O

Marcio Folha

Iê!


Elis Regina e Folha

Poesia no bar

Berimbalando as Capoeranças

Folha, filho de Angola

Elis, filha de Angola

Olhar atento pra aprender a mandinga

A roda terminou na rua

Pirituba foi um terreiro só

Adeus, adeus... Boa Viagem!

Assim que tem que ser

2 comentários:

BêbÉT/Ocica's disse...

somos nós! a voz dos excluidos da favela.

Jessica disse...

Hello does pretty blog leave a commentary in the mio well??
I love you!
I am Spanish but a commentary does not matter dèjame in English if you want kisses!